quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O PODER DO TER

O suposto poder atribuído à uma pessoa em nossa sociedade atual, advém do autoritarismo e da obscuridade maligna que se esconde por trás dos valores sociais implícitos ao indivíduo, que o transformam em um ser falho, falso e fraco.

Essa fraqueza reflete diretamente na divisão de classes, mantida pelos sonhos e desejos dos membros inseridos nesse contexto social sinistro, complexo e inexplicável.

O estudo científico, pesquisas e constatações concretas sobre essa realidade, não suportam o peso e a força desse autoritarismo. Que cresce e que se renova à cada geração. Desenvolvendo-se de forma dinâmica que mantém todos à mercê desse poder oculto, que deixa a humanidade tão volúvel e fugaz.

Um olhar atento, mesmo que superficial sobre a camada humana do mundo em que vivemos, mostrará valores tão distorcidos do conceito de sobrevivência, de paz, de sociedade, de justiça, de igualdade, entre outros critérios necessários para o convívio entre dois ou mais indivíduos, e esses valores distorcidos forçam qualquer pessoa a se apegar ao primeiro lampejo de felicidade pessoal ou realização individual a que se possa considerar ideal. Sob o nefasto argumento de mérito, conquista ou idoneidade.

Analisemos então essa tal sociedade, lembrando que sociedade sempre se dá com dois ou mais indivíduos, inseridos em uma mesma cultura, trabalho, convivência, etc...

À partir do momento em que um e outro, consideram algo ideal, começa então o desenvolvimento da convivência social, e da busca por realização do grupo. Onde cada um pode contribuir, e, se aproveitar do bem oferecido pelo outro. Aí, os interesses pessoais (materiais diga-se de passagem), salvo exceções, imperam e fortalecem esse meio de sobrevivência em "sociedade".

E segue, uma sociedade onde um tem a maior parte de tudo e outro fica com a menor parte, sempre mantida assim, sempre será uma divisão injusta no sentido humano. Porém, se numa sociedade civil, limitada ou anônima, as divisões são feitas assim, isso traz para a mentalidade ridícula do ser humano, a vontade de transpor isso para a convivência com o outro, e assim mantém-se a suposta superioridade de classes umas sobre as outras. E o tal "convívio social" vai por água abaixo. Mantendo-se apenas a própria divisão. Justa ou não.

Uma frase de senso comum, poética, piegas, diz pra mim tudo o que vejo de podre no ser humano, suposto
vivente em sociedade: "Todo aquele que tem um preço, não merece qualquer valor.".

Essa é a cultura atual do convívio em sociedade. O poder medido pelo ter, e a insignifância atribuída ao ser.