terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sobre um "herói" e seu legado despercebido.

Quando alguém pega o Ministro Joaquim Barbosa como exemplo a ser seguido por todos os brasileiros, afirmando que: "QUALQUER pessoa pode chegar onde ele chegou, independente de ser pobre, negro, etc..."

Sobre isso eu digo:

Todos os créditos ao Ministro pela sua história de vida e sucesso. Mas, meritocracia não é dádiva e nem serve como referência.

As diferenças sociais não podem ser minimizadas pelas exceções.

O âmbito sócio-político-educacional-jurídico do nosso País, no que tange à maioria da sua população, precisa ser visto por outro ângulo, revisto por várias óticas, a começar por essa atual falsa democracia instalada não só aqui, mas em diversas nações que globalizam a desigualdade por interesse
do capital da minoria, e, que o Brasil se associa por meio dos  seus três poderes,  alimentando com falsas possibilidades toda a sua população, seja de classes A, B, C, D ou Z,  vitimando-a à manter esse sistema,  em detrimento de uma sociedade digna, ou que fosse no mínimo justa para a maioria, onde nem deveria existir a necessidade de competição por mérito.

E é cíclico, o rico gosta de ser rico, e não se importa se o pobre é pobre, "ele é pobre porque quer", Sim! Existem exceções onde pessoas optam por ser pobre, mas NÃO! a maioria é pobre porque não tem outra opção, eles são obrigados a serem pobres para que os ricos se mantenham ricos, afinal, se não existir a figura do pobre, consequentemente não haveriam ricos. E ricos só consideram iguais quem é rico, um grupinho fechado, onde tem todo um sistema ao redor que protege essa riqueza, e o pior, esse sistema é mostrado para o pobre como o sistema certo, coerente, sensato, honesto, e blá blá blá... com isso, o pobre começa a sonhar em ser rico, daí ele faz tudo conforme manda o sistema para se tornar um dos ricos e passar então a fazer parte da minoria, daí ele deixa de ser o pobre que se ferrava pra sustentar o sistema, e passa a ser o rico que mantém o sistema com os pobres que ERAM a sua classe anteriormente se ferrando para que ele possa tranquila e honestamente curtir a sua riqueza.

E assim caminha a humanidade....

Falei tudo isso, pra afirmar que, essa ascensão social do ministro nada tem a ver com dignidade, isso é apenas o resultado do seu próprio mérito. A dádiva deveria estar em seu caráter e sua humanidade, apenas,  seja como serviços gerais ou como ministro.

Mas a diferença que isso faz às vistas de uma sociedade hipócrita, deturpa até mesmo o real valor do ser humano por trás da sua posição social.

Divisão de classes e meritocracia, produzem uma doença social instalada sobre as pessoas.



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Quando alguém usa a imagem do ministro como herói, salvador da pátria... porque "desmacarou" UM esquema de crimes de corrupção.

sobre isso eu digo:

O que tem a ver o ministro cumprindo seu dever, com partido político corrupto sendo desmascarado no Brasil?

As pessoas insistem em vendar os olhos dos outros, associando corrupção à partido político. Todos os partidos políticos funcionam à base de corrupção. Logo o ato do ministro não é contra um partido, e sim contra todos. É aí que está o interessante.

Vendar os olhos, e dizer:  isto pode, isto não pode. Isto é bom, aquilo é ruim. É coisa pra mídia, não pro STF. Aliás o STF até faz isso também, mas com maestria, é mais discreto. Digamos assim. Afinal ele é um dos três poderes deste Estado corrupto.

Não seria melhor abrir os olhos, e ver o que realmente representa essa simples "canetada" do Sr. Ministro?

O que tem de heroísmo nisso? Nada. Oras, o que tem a ver uma coisa com a outra?

Tenho minha opinião sobre o ministo, assim como tenho minha opinião sobre o PT, e sobre todos os demais partidos. E o que eu enxergo é que a política feita no Brasil e no Mundo, serve apenas para fomentar a podridão social, e não vai ser uma mera atitude de um ministro cumprindo sua função, que vai salvar essa política perdida em nosso País.

Então por que diabos, vem alguém, querer pegar um nobre cidadão que não fez nada mais que sua obrigação, de cumprir sua função, transformá-lo em herói redentor de uma nação apodrecida?

Quem precisa de Herói é história em quadrinhos, a nossa história é real, no dia-a-dia, no relacionamento com a pessoa ao seu lado, e principalmente o relacionamento honesto com você mesmo é que torna possível uma nação melhor...

Acordar cedo e independente de estar diante de um "serviços gerais" ou de um ministro do STF, pode olhar nos olhos dessa pessoa e dizer: Bom dia!. Apertá-la a mão e saber que dentro do tal "tecido" social, cada um faz parte do todo. E o todo estando bem, deve significar estar bem pra cada um.

Isso eu chamo de democracia, o resto é conversa fiada.

Na realidade, de democaracia a nossa só tem o nome. Onde, o interesse da maioria é cerceado pela minoria. Da pior maneira possível, rechaçando qualquer possibilidade através de uma arma letal chamada, poder econômico.

E assim, jaz a democracia. E assim, surgem os "heróis"...

domingo, 11 de março de 2012

DOIS MESES DEPOIS...

Me dê uma dose sanidade, porque a incerteza me move em compasso da velocidade da luz. A sua garantia de que vai viver, comer, beber, fazer amor, pra mim soa como arrogância, e tudo o que me espera daqui há um segundo é o que você menos pode materializar.

O que me preenche é oxigênio? É qualquer coisa que você imagine ser possível respirar? O que te faz abrir a boca e falar asneiras?

O que me entorpece não tem remédio.

O som, a imagem, as teorias e as constatações são tão inapropriadas, tão fugazes. A noção de tempo te deixa à beira de um fim premeditado, as minúsculas faíscas de existência te colocam à minha frente em flashes de um pesadelo, uma paz interceptada, um calor inofensivo, um gelo que me mata e me mantém.

Compilações de pressupostos discutem vagamente o que não se pode afirmar, sessões de imperfeição comprovam o que se pode afirmar sem provas, produzem divagações nocivas, improbabilidades inexistentes em falsas premissas de verdade. Imaginação é ópio.

É muito pouco o que se pode dizer, é quase nada o que se pode ver, sonhar é infantil. A propriedade é veneno. A certeza é um mal. Sentir é um luxo do século.

Em meu mundo abstrato, tenho pensamentos que me levam à momentos de extrema reflexão. A terrível certeza de  que se está certo, imagino que seja o primeiro passo para o erro constante. A vida pode ser uma onda, a  felicidade tende a ser quântica. A simplicidade possivelmente é invisível. O caos macroscópico se mostra permanente.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Plano de Passagem - Real Inventado

O meu coração é embalado por histórias reais, e pelas que eu consigo inventar.
A minha emoção sentida à flor da pele, ou aquelas que eu apenas imagino, movimentam
meus pensamentos, me carregam as baterias, me fazem sentir. Me fazem viver.

Cada passo dado, cada conquista, cada devaneio e cada engano, estão ali, no ponto certo
que eu os coloquei, para misturar a dor com o sabor de curtir os momentos e aproveitar
as pessoas.

É um ritmo de música, às vezes rápido, às vezes lento. Às vezes pesado, às vezes bem suave.
Acredito em coisas que logo depois esqueço, valorizo outras que jamais possuo. O amargo
de um dia seguinte, ajuda a temperar os dias felizes. As rasteiras que eu pulo são divertidas.
Eu brinco com a minha insuficiência, me vanglorio com a minha pouca mas muito boa sorte.
Sorrio de gargalhada em circunstâncias que são verdadeiramente realizadoras. E creio em algo
que não enxergo, mas desde que eu possa tocar, já serve.

Divagar devagar é uma estratégia bacana de se satisfazer ao longo da vida. De realizar com as
escolhas e com as consequências delas, sonhos, desejos, conquistas. Aproveitar o lado bom, e fazer
dele melhor. E levar consigo a contingência necessária do bem que cada ato e cada atitude
representou em qualquer determinado momento, da vida. Das histórias reais, e das inventadas.

um salto pro infinito que tem hora marcada, o tal momento mágico do Paulo Coelho, o tal universo
que conspira a seu favor, e a reponsabilidade por aquilo que cativas (Isso é do pequeno príncipe eu acho),
tudo isso são coisas simples, eu repito que a simplicidade de ser feliz vai exatamente na contramão
da complicada fuga de não ser feliz. Adotei isso como lema há um bom tempo, pessoas que me conhecem
mais de perto sacam isso fácil. E apesar de, inventar e reinventar histórias o tempo todo, assim
vou fazendo a minha. Simples, em sequência nesta viagem só de ida. Cheia de passageiros.


sábado, 31 de dezembro de 2011

2011 INDO. 2012 VINDO. ANÁLISE PESSOAL E SOCIAL.

Nunca fui disso, mas pelo fato de estar sozinho, longe da minha família pela primeira vez em 35 anos de vida, posso dizer que está sendo uma experiência  bacana.

Me sinto fortalecido, e começo a enxergar as pessoas próximas com um certo ar de quem realmente se mostra como verdadeiro e quem está nessa comigo só pra "tirar uma casquinha", se promover ou me ferrar e sair dando risada. Lógico, se estivesse com minha família, nem estaria pensando nisso. Mas está  está sendo bom, enxergar certas coisas.

Um balanço da minha própria ingenuidade depois de velho... é estranho, mas  ao mesmo tempo interessante. É engraçado.

Posso sorrir e entender, posso pensar que a ingenuidade mesmo quase aos 40, é algo que nos faz verdadeiros, que nos deixa à mercê de pessoas que sejam  bem intencionadas, e também das mal intencionadas.

Estou começando aprender a separar essas coisas, e vejo que terei bastante dificuldade para o ano de 2012.

Não por achar que há pessoas do bem e do mal perto mim, mas apenas pela minha real falta de entendimento de certas coisas que considero estupidez e insensatez mas ao mesmo tempo tentando entender as atitudes e o discurso de quem se diz  do bem mas fazendo aos outros coisas "pequenamente" do mal.

E o mal que eu considero do mal, essas pessoas tem argumentos tão fortes que se dizem do bem, que eu confesso, em algum momento fico em dúvida se a minha própria bondade não está errada.

Ah! 2012!! Vai ser mais um ano de aprender, a engantinhar no mar de falsidade e hipocrisia da tal sociedade, sobretudo a burguesa. Que fala uma coisa e faz outra, que diz acreditar em algo mas prefere se precaver por de trás da sua  infinita autodefesa materialista.


Há sujeitos e damas que valem a pena, graças a Deus (embora hoje eu seja ateu). E nessas pessoas eu me apego. E tento passar momentos etilicamente alegres e  descontraídos, porque apesar da identificação mútua da nossa suposta serenidade  e equilíbrio, devo ressaltar que todos nós nos sentimos parte da parte podre.  E no fim, o que sobra é um limiar muito sensível entre querer ser alguém, tentar  ser alguém, e ser efetivamente alguém.

Se eu tivesse que desejar algo para o ano novo, para todos, seria definitivamente que você encontre o seu verdadeiro alguém, e, que tenha a felicidade de gostar desse  seu alguém, e, que faça esse seu alguém fazer o bem à qualquer outro alguém, sem em  nenhum momento, mesmo que tenha sido com boa intenção, machucar alguém.

Creio que no fundo de cada um, há o real desejo de si mesmo para sua própria vida, esse desejo em algum momento irá machucar outro alguém, seja em qualquer parte da vida, no amor, no trabalho, na amizade, na família... sempre tem algo que vai machucar alguém.

Peço a todos que tenham cuidado com isso... e tentaremos assim, ter um 2012 mais, no mínimo, coerente.

Vamos nos conhecer, e vamos nos respeitar.

Para 2012. O melhor. Para todos.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O PODER DO TER

O suposto poder atribuído à uma pessoa em nossa sociedade atual, advém do autoritarismo e da obscuridade maligna que se esconde por trás dos valores sociais implícitos ao indivíduo, que o transformam em um ser falho, falso e fraco.

Essa fraqueza reflete diretamente na divisão de classes, mantida pelos sonhos e desejos dos membros inseridos nesse contexto social sinistro, complexo e inexplicável.

O estudo científico, pesquisas e constatações concretas sobre essa realidade, não suportam o peso e a força desse autoritarismo. Que cresce e que se renova à cada geração. Desenvolvendo-se de forma dinâmica que mantém todos à mercê desse poder oculto, que deixa a humanidade tão volúvel e fugaz.

Um olhar atento, mesmo que superficial sobre a camada humana do mundo em que vivemos, mostrará valores tão distorcidos do conceito de sobrevivência, de paz, de sociedade, de justiça, de igualdade, entre outros critérios necessários para o convívio entre dois ou mais indivíduos, e esses valores distorcidos forçam qualquer pessoa a se apegar ao primeiro lampejo de felicidade pessoal ou realização individual a que se possa considerar ideal. Sob o nefasto argumento de mérito, conquista ou idoneidade.

Analisemos então essa tal sociedade, lembrando que sociedade sempre se dá com dois ou mais indivíduos, inseridos em uma mesma cultura, trabalho, convivência, etc...

À partir do momento em que um e outro, consideram algo ideal, começa então o desenvolvimento da convivência social, e da busca por realização do grupo. Onde cada um pode contribuir, e, se aproveitar do bem oferecido pelo outro. Aí, os interesses pessoais (materiais diga-se de passagem), salvo exceções, imperam e fortalecem esse meio de sobrevivência em "sociedade".

E segue, uma sociedade onde um tem a maior parte de tudo e outro fica com a menor parte, sempre mantida assim, sempre será uma divisão injusta no sentido humano. Porém, se numa sociedade civil, limitada ou anônima, as divisões são feitas assim, isso traz para a mentalidade ridícula do ser humano, a vontade de transpor isso para a convivência com o outro, e assim mantém-se a suposta superioridade de classes umas sobre as outras. E o tal "convívio social" vai por água abaixo. Mantendo-se apenas a própria divisão. Justa ou não.

Uma frase de senso comum, poética, piegas, diz pra mim tudo o que vejo de podre no ser humano, suposto
vivente em sociedade: "Todo aquele que tem um preço, não merece qualquer valor.".

Essa é a cultura atual do convívio em sociedade. O poder medido pelo ter, e a insignifância atribuída ao ser.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O BEM E O MAL

O bem não existe, ele é apenas um mal amenizado.
O bem é invisível, o mal e a barbárie sim, são evidentes desde sempre. 
O mal é historicamente poderoso.
 VC acha que tá neste mundo pra ser feliz? 
Viver é o simples ato de caminhar pra morte. 
Tem gente que prefere fazer isso sorrindo. Apenas. O que não muda nada.
Tem gente que se sente bem com o bem que não existe. 
Tem gente que se diz ser do bem praticando diariamente o mal sem perceber.
Do mal não há fuga.
Da morte também.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Insanidade de uma sociedade, tensões em busca do mesmo.


A princípio muitos buscam o mesmo; que os indivíduos vivam em uma sociedade justa e harmônica, garantindo a todos, direitos e deveres equivalentes, isso saciará as expectativas individuais?
Será possível um mundo em harmonia social, onde o conhecimento e desenvolvimento cientifico sejam utilizados somente pelo bem e para o bem da sociedade?
As divergências sobre direitos e deveres dos indivíduos e do estado; das causas das desigualdades sociais; da influência da metafísica nas relações sociais; do entendimento da influência das diferenças das capacidades físicas, intelectuais ou espirituais dos indivíduos no contexto social; dos meios utilizados para a geração e distribuição da renda, do acúmulo de capital, do poder ou das paixões; devem promover profundas e profícuas discussões no campo das idéias proporcionando soluções adequadas para as questões sociais; ou substituídas, as discussões, por calorosas disputas ideológicas onde dificilmente gera-se algo de proveitoso, retardando medidas que possibilitem soluções reais, rápidas e eficientes em relação às desigualdades e necessidades sociais dos indivíduos?
As medidas paliativas são de interesses dos populistas, falsos salvadores, que na verdade visam sua auto-promoção e o poder, a qualquer custo; com propostas para a solução dos problemas, sempre simplistas, inconseqüentes, irreais, de impossível implementação. As esmolas, as festas ou benefícios a indivíduos e principalmente a líderes comunitários ou de classe são armas eficientes, como também a propaganda enganosa; lutam para que suas verdades sejam a verdade absoluta, não aceitando questionamentos, sendo os verdadeiros redentores dos desafortunados e injustiçados?
O que realmente a maioria dos indivíduos, qualquer que seja sua ideologia, sabe de uma sociedade ou faz para a harmonia social; que atividades benéficas à sociedade ele desenvolve, o que ele defende para a sociedade e como ele realmente vive, em família e na sociedade; ele realmente sabe o que a sociedade precisa, ele conhece a sociedade, ele estuda a sociedade?
A educação para todos os indivíduos, adequada, consistente, sem viés ideológico; o acesso a informação com as reais condições e situações das questões sociais; a fiscalização ininterrupta, rígida e justa, por parte dos indivíduos e dos órgãos fiscalizadores constituídos, às atividades das entidades públicas e privadas, denunciando irregularidades e atividades que agridam os direitos dos indivíduos e a sociedade; cobrar que os indivíduos cumpram seus deveres, são atividades que ajudariam a erradicar as desigualdades sociais?
Se o saber for o fator determinante, com valor maior que o do poder econômico; se o indivíduo for valorizado por seu saber e não pelo que tem ou pela força que tenha; se o individuo se impor por seus atos justos, éticos e sábios; se os indivíduos tiverem educação, informação e conhecimento suficientes para saber discernir entre o justo e o injusto, podem impedir qualquer tentativa de um individuo ou grupo social de se utilizar dos conhecimentos  e do carisma contra a harmonia social, em proveito próprio ou por poder; a sociedade seria eficiente e justa?
A vida em sociedade é ter um compromisso com o outro; é ter responsabilidade social, que não é ajudar ou dar esmola, mais sim proporcionar a parte justa a cada indivíduo, ser justo; ser justo é fazer o bem, é ser ético, é cumprir com seus deveres, é manter a ordem necessária ao bom desenvolvimento social e bem estar de cada indivíduo?
A unanimidade é burra, a inconformação e a indignação promovem a discussão levando ao aprimoramento do saber, que incrementa o desenvolvimento da sociedade e o bem-estar do indivíduo.
      Cuiabá, 10/06/2011               Antonio da Paz Rosa Filho