domingo, 8 de janeiro de 2012

Plano de Passagem - Real Inventado

O meu coração é embalado por histórias reais, e pelas que eu consigo inventar.
A minha emoção sentida à flor da pele, ou aquelas que eu apenas imagino, movimentam
meus pensamentos, me carregam as baterias, me fazem sentir. Me fazem viver.

Cada passo dado, cada conquista, cada devaneio e cada engano, estão ali, no ponto certo
que eu os coloquei, para misturar a dor com o sabor de curtir os momentos e aproveitar
as pessoas.

É um ritmo de música, às vezes rápido, às vezes lento. Às vezes pesado, às vezes bem suave.
Acredito em coisas que logo depois esqueço, valorizo outras que jamais possuo. O amargo
de um dia seguinte, ajuda a temperar os dias felizes. As rasteiras que eu pulo são divertidas.
Eu brinco com a minha insuficiência, me vanglorio com a minha pouca mas muito boa sorte.
Sorrio de gargalhada em circunstâncias que são verdadeiramente realizadoras. E creio em algo
que não enxergo, mas desde que eu possa tocar, já serve.

Divagar devagar é uma estratégia bacana de se satisfazer ao longo da vida. De realizar com as
escolhas e com as consequências delas, sonhos, desejos, conquistas. Aproveitar o lado bom, e fazer
dele melhor. E levar consigo a contingência necessária do bem que cada ato e cada atitude
representou em qualquer determinado momento, da vida. Das histórias reais, e das inventadas.

um salto pro infinito que tem hora marcada, o tal momento mágico do Paulo Coelho, o tal universo
que conspira a seu favor, e a reponsabilidade por aquilo que cativas (Isso é do pequeno príncipe eu acho),
tudo isso são coisas simples, eu repito que a simplicidade de ser feliz vai exatamente na contramão
da complicada fuga de não ser feliz. Adotei isso como lema há um bom tempo, pessoas que me conhecem
mais de perto sacam isso fácil. E apesar de, inventar e reinventar histórias o tempo todo, assim
vou fazendo a minha. Simples, em sequência nesta viagem só de ida. Cheia de passageiros.