"o ser humano é muito grosseiro pra entender conceitos fora do seu alcance como liberdade, eternidade, plenitude."
Sou obrigado mais uma vez a concordar com um desconhecido chamado Eduardo Marinho, do qual não conheço nada além de dois vídeos postados na internet.
Apesar de grotesco e aparentemente infundado em seu discurso, devo concordar que a realidade nua e crua amedronta qualquer pessoa. E por isso todos fogem o tempo todo da sua própria realidade apesar de afirmar estar vivendo sua vida.
A pessoa nem explica o que é a sua própria vida, nem sabe o motivo de dormir e acordar todo dia. Nem por que precisa comer. Assuntos tão cotidianos e tão inexplicáveis para qualquer um de nós.
E vai se basear em ciência? Em Religião? Em experiências?
Oras, se a própria existência não se explica, e as coisas mais simples como dormir e comer não podem ser justificadas pra si mesmo, como então qualquer sociedade definir valores? Leis, regras, posturas... em função de que e de quem?
O sujeito já nasce com obrigações, costumes, necessidades que lhe impõem de imediato... e ele cresce nesse meio onde tudo precisa ser do jeito que é porque é assim que é, e é assim que tem que ser.
Inventam um modelo de felicidade baseado em preenchimento de necessidades que lhe foram impostos, definidos por todo mundo, menos por si próprio. E assim, a vida segue em uma correria desgraçada para fugir do "não ser feliz"... e gasta-se energia, raciocínio, esforço físico e principalmente os dias e as as noites fugindo de não ter isso, não ter aquilo, de precisar não sei do que, querer algo que supostamente todos queriam ter, ou algo igual não sei de quem, ou algo pra preencher o vazio que a falta da verdadeira realidade em sua vida lhe faz.
Eu também não sei qual é a verdadeira realidade em que um ser humano possa sobreviver aproveitando o empirismo e a abstração de forma proveitosa e menos nociva à sua existência. Mas sei que da forma como o indivíduo tem feito seus dias e noites baseado única e exclusivamente no que lhe foi apresentado pronto,
imposto e vendido até hoje, não me agrada. O preço é caro demais e fere diretamente o conceito de dignidade.
Todavia, se já me pus a pensar, já começo a sentir um grande alívio na alma, e surgem os primeiros lampejos de idéias, surgem pensamentos que posso considerar válidos para um princípio de amenização desse caos e dessa neo existência sugerida como ideal para um ser humano nas condições em que o mundo e os semelhantes definem cada um pra si, porém, nunca cada um por si. Ou melhor ainda seria cada um pelo outro.
E a pergunta é apenas uma: Você viveria pelo outro? E morreria pelo outro?
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